quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O desempenho acadêmico

O desempenho dos estudantes cotistas nas universidades é bem divergente a depender da área escolhida pelo estudante, da universidade e até mesmo do Estado. Muitas vezes, pelo fato de serem egressos de escolas públicas onde o ensino é sucateado e bastante deficiente,  esses estudantes que ingressam na universidade pública por meio do auxílio de cotas podem ter diferentes rendimentos. Os piores desempenhos estão normalmente  ligados ao péssimo ensino básico que dificultam o entendimento e o desenvolvimento do aluno no cotidiano universitário, porém temos aqueles que conseguem lutar contra as dificuldades e lacunas trazidas desse ensino, conseguindo suprir parte dessas dificuldades em prol das melhorias das notas e desenvolvimento pessoal e profissional.

 O presidente  do Instituto Nacional de Pesquisa (Inep) abordou o tema no programa Roda Viva da Tv Cultura, no dia 06 de junho de 2013, afirmando o desempenho superior do cotista , em que declara:  “O Brasil consegue avançar com a presença dos negros, mas ainda está muito abaixo do que nós poderíamos. A lei das cotas, que são reservadas 12,5% do número das vagas ofertadas, irá conseguir, em 4 anos, 150 mil jovens que vão ser de acordo com a cota. O cotista tem bom rendimento igual e superior ao não cotista.”.
Assim como podemos observar em dados publicados pela assessoria de imprensa da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra o grande desempenho dos cotistas nas grandes universidades como a Universidade de Brasília (Unb) , Unicamp, Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Na Universidade de Brasília (Unb) temos um artigo que aborda sobre esse tema, nos mostrando que em uma pesquisa feita pela universidade: “Compararam-se as médias das notas de dois grupos de alunos em cada carreira, cotistas e não-cotistas, considerando o nível de prestígio social do curso e sua área do conhecimento do vestibular – Humanidades, Ciências e Saúde. Em linhas gerais, no conjunto das três turmas de cada área, os resultados mostraram que em aproximadamente dois terços ou mais das carreiras não houve diferenças expressivas entre as médias dos dois grupos ou estas foram favoráveis aos cotistas – apesar de exceção num único ano, nas Ciências.

A principal tendência constatada, que encontrou eco em evidências empíricas de outras instituições, foi a da ausência de diferenças sistemáticas de rendimento a favor dos não-cotistas, contrariando previsões de críticos do sistema de cotas, no sentido de que este provocaria uma queda no padrão acadêmico da universidade.
ENSINO SUPERIOR – AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM – UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – RAÇA”.
Já  o artigo da UFSC expõe a realidade da superioridade do desempenho dos cotistas ligadas as áreas. São elas, as áreas de artes e humanidades em que os estudantes cotistas tem maior desempenho, isso só confirma o quanto a matemática do ensino básico é ruim e se torna um fator de influência nesta diferença de desempenho.
 É possível notar certa divergência nas pesquisas quanto ao desempenho dos alunos cotistas nas universidades, porém, é de se perceber que em determinadas universidades o aluno cotista vem tendo grande desempenho, derrubando o mito de que os alunos vindos das ações afirmativas estariam "entrando pela janela” nas instituições superiores da rede pública.

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